MINIMIZAÇÃO DA DESCARGA DE MERCÚRIO METÁLICO

Descontaminação de lâmpadas com mércúrio metálico é uma das principais metas de grandes empresas, como a Boehringer Ingelheim

De uso muito difundido nas fábricas, escritórios, universidades e edifícios públicos, as lâmpadas fluorescentes podem se tornar muito prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente. O mercúrio metálico, substância tóxica contida nas lâmpadas, é um metal pesado que uma vez ingerido ou inalado, causa sérios efeitos ao sistema nervoso. Por esta razão, a minimização da descarga de mercúrio metálico está se tornando uma das principais metas de muitas indústrias, empresas e universidades. O conceito de separar o lixo, como o orgânico, e os materiais tradicionalmente recicláveis, como vidro, papel e plásticos, é uma forma de proteger os aterros, evitando a formação de problemas ambientais.

Sabe-se que o acúmulo de produtos ou de materiais descartados pela sociedade nos lixões municipais provocam, muitas vezes, a contaminação do solo. Tal gravidade se dá pela degradação dos resíduos sólidos no meio ambiente, que persistem durante décadas no solo e no fundo dos rios, lagoas e represas e, mais tarde, afetando os cursos d´água e a cadeia alimentar. Embora uma lâmpada possui apenas uma pequena quantidade de mercúrio, o efeito acumulativo do mercúrio proveniente de muitas lâmpadas pode ser altamente nocivo aos seres vivos.

Porém, o vapor tóxico do mercúrio só é liberado quando a lâmpada se rompe, dispersando-se na atmosfera e, a partir daí, contaminando o ambiente. Para que esses problemas possam ser minimizados, esses resíduos devem ser tratados de forma diferenciada e segregada.

Por esta razão, a prática de separação de lâmpada fluorescente já é adotada em diversos países e, no Brasil, muitos usuários já proibem a disposição de suas lâmpadas no lixo, evitando assim a contaminação do meio ambiente.

A Boehringer Ingelheim, uma das 20 maiores corporações internacionais do setor farmacêutico, vem utilizando uma política de preservação do meio ambiente, que inclui a ampliação das taxas de reciclagem em todo o mundo. Desde 1998, iniciou o processo de descontamização das lâmpadas fluorescentes geradas na fábrica, onde existe o trabalho de coleta e separação de lâmpadas. “Começamos guardando as lâmpadas nas suas próprias embalagens, que eram transportadas por caminhão até a cidade de Paulínia. Depois, adquirimos um container especial para o acondicionamento do produto, que possui uma tampa e um filtro ativado para absorver vapores de mercúrio emanados pelas lâmpadas que se quebram durante o transporte”, comenta Maurício Santos, chefe de proteção ao meio ambiente e segurança industrial.

Outro aspecto importante da separação de lâmpadas que contêm mercúrio é a saúde ocupacional e a segurança no trabalho daqueles que as manipulam. Além disso, com a reciclagem, o mercúrio, o vidro e o alumínio são recuperados e podem ser utilizados posteriormente para fins industriais.

Ketchum Estratégia Assessoria de Comunicação

Claudia Moreira e Elaine Moreira

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Projeto bane mercúrio e amianto

A deputada Iara Bernardi (PT-SP) apresentou à Mesa da Câmara projeto de lei (PL 10/03) que proíbe a utilização de células de mercúrio e diafragmas de amianto nas indústrias brasileiras de cloro-soda.
A proposta determina que essas indústrias terão o prazo de dois anos para mudarem seus processos produtivos; do contrário, serão enquadradas nas penas previstas para atividades lesivas ao meio ambiente.

CONTAMINAÇÃO POR MERCÚRIO
A autora adverte que boa parte das indústrias brasileiras que produzem cloro-soda utilizam tecnologias baseadas em células de mercúrio, nas quais o metal funciona como catalisador para reações químicas. "Nesse processo, uma parte considerável do metal acaba sendo descartada para o meio ambiente, contaminando o solo, a água e o ar de regiões altamente industrializadas, entre as quais Cubatão, no litoral paulista", lembra Bernardi.
O mercúrio acumula-se nos tecidos dos organismos vivos e, em altas concentrações, provoca problemas de saúde às vezes irreversíveis, afetando especialmente o sistema nervoso central.
Em áreas litorâneas, contamina peixes, crustáceos e outros frutos do mar importantes para a subsistência de comunidades costeiras e para a pesca comercial.

CONTAMINAÇÃO POR AMIANTO
A extração, o beneficiamento e a utilização do amianto na indústria submete os trabalhadores que o manejam a riscos elevados de infecções pulmonares, estomacais e de câncer. "É necessário, portanto, impedir que as células de mercúrio sejam trocadas por outra tecnologia também danosa à saúde pública - os diafragmas de amianto -, pois já existem alternativas amplamente empregadas em outros países, como células de membranas poliméricas, que dispensam totalmente o emprego de materiais nocivos", afirma a autora.

A proposta será agora encaminhada às comissões técnicas da Câmara que tratam do assunto.

Por Patricia Roedel/ PCS

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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Programa de Coleta de Lâmpadas Fluorescentes no Estado visa evitar contaminação da água por mercúrio

Com o objetivo de evitar a contaminação de lençóis freáticos e do meio ambiente por mercúrio, a deputada estadual Maria do Carmo Piunti (PSDB) protocolou na Assembléia Legislativa de São Paulo, no último dia 28/08, uma indicação ao Governo do Estado para que institua o Programa Estadual de Coleta de Lâmpadas Fluorescentes, com mecanismos seguros e eficazes de depósitos, transporte, armazenamento e destinação final das lâmpadas cujo consumo doméstico aumentou drasticamente em virtude da necessidade de economizar energia elétrica.

As lâmpadas fluorescentes, ou seja, as lâmpadas de iluminação fria, têm como principal componente o metil mercúrio. Essa substância é altamente tóxica e cancerígena e seu efeito é cumulativo no organismo. Quando as lâmpadas de mercúrio se quebram a substância pode ser inalada por quem a manuseava e no solo é absorvida pela terra. "Conseqüentemente, ao jogar essas lâmpadas em lixões e aterros estamos permitindo que o mercúrio seja absorvido pelo solo e acabe atingindo lençóis freáticos. Se jogadas de forma incorreta, em terrenos e lixões clandestinos, o mercúrio das lâmpadas pode comprometer também terras cultivadas e dessa forma atingir a cadeia alimentar", alerta a deputada.

"Diante do risco eminente de contaminação de aqüíferos e do meio ambiente e principalmente por entender que o sistema estadual de meio ambiente deve agir de forma preventiva, é que recorro ao Governador Geraldo Alckmin, através de indicação, para que determine aos órgãos competentes os estudos necessários e providências no sentido de criar meios eficazes de instalação de depósitos, armazenamento e transporte até as empresas que fazem a descontaminação e reciclagem das lâmpadas fluorescentes", justifica.

As lâmpadas tubulares mais antigas têm, em média, 40 mlg de mercúrio, as mais modernas apresentam de 20 mlg a 10 mlg de mercúrio e já existem no mercado lâmpadas compactas com 6 mlg desse metal pesado. Uma estimativa, segundo dados da secretaria de meio ambiente, é de que as industrias do setor estão prevendo que para atender o consumidor doméstico, as empresas consumirão uma média de mil quilos de mercúrio por ano, na produção de lâmpadas frias.

O maior problema, segundo a deputada Maria do Carmo Piunti é a ausência de uma norma legal para o produto, diferentemente do que ocorre, por exemplo, com as baterias de telefones celulares, onde as próprias empresas são obrigadas a recolher a bateria. "No caso do poder público, com iluminação de ruas e logradouros as próprias empresas e energia elétrica recolhem as lâmpadas e as encaminham para descontaminação. A Secretaria do Estado do Meio Ambiente tem um programa para recolher as lâmpadas utilizadas dos prédios públicos, mas não existe um programa que atende a demanda do consumidor doméstico", explica a parlamentar.

Para a deputada Maria do Carmo Piunti, na área ambiental as leis não podem ser feitas de forma isolada, precisam ser elaboradas a partir de discussões públicas que envolvam a sociedade, os órgãos responsáveis pelo controle e fiscalização, os setores produtivos e os gestores de políticas públicas para que realmente venham a ser normas aplicáveis e surtam efeito, "por esse motivo, tomei a iniciativa de elaborar uma indicação ao Governador para que determine a tomada de providências, além disso, a fim de subsidiar encaminhamentos para implantação de um programa de coleta será a promoção de uma reunião de trabalho envolvendo o setor produtivo, os municípios que são responsáveis pela coleta de lixo entidades não governamentais e os técnicos da área ambiental", finaliza.

* maiores informações com a assessoria parlamentar, através dos telefones (11) 4023-1706 / 4023-0337 ou através do e-mail: mcpiunti@terra.com.br


O Mercúrio na Baixada Santista

Em 18 de outubro de 2001, o Ministério Público Federal, impetrou Ação Civil Pública contra CARBOCLORO OXYPAR - INDÚSTRIAS QUÍMICAS S.A, por danos contra o meio ambiente na Baixada Santista - SP - Brasil.
O Conselho Administrativo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente aceita os resultados da GMA - Avaliação Global do Mercúrio e autoriza uma ação internacional para reduzir os riscos representado pelo mercúrio e seus compostos à saúde humana e ao meio ambiente - 2003

DENÚNCIA
ESCONDER, ATÉ QUANDO MERCÚRIO
(por Márcio Pedroso) - 2003 PROJETO DE BANIMENTO DO MERCÚRIO E AMIANTO EM FÁBRICAS DE SODA-CLORO
DA DEPUTADA IARA BERNARDI (PT-SP) - 2003
LONDRES: Agência alerta sobre os riscos
do consumo de atum com níveis de mercúrio - 2003
A Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA)
divulga que 8% das mulheres têm mercúrio em seu
corpo que poderiam expor os bebês. - 2003

Uma revisão realizada pela EPA encontra os adolescentes e as crianças muito mais susceptíveis aos agentes
químicos cancerígenos e aos mutagenicos do que os adultos e recomendam novos padrões. - por Bernie - 2003

A exposição ocupacional e urbana ao mercúrio na Baixada Santista

17 anos de trabalho na fabricação de soda/cloro, foram suficientes para presenciar o vale tudo pelos recordes de produção em detrimento do Meio Ambiente.

O relato que se passa a fazer é de um trabalhador contaminado por mercúrio que carrega consigo as seqüelas adquiridas no seu local trabalho, e que segue sua luta a fim do reconhecimento por parte da empresa do problema que carrega.

A ACPO, tendo como prerrogativas o amparo ao Trabalhador exposto e/ou contaminados e a proteção do Meio Ambiente, abre espaço para mais um grave caso de contaminação ocupacional na Baixada Santista.

Trabalhou na operação de células de mercúrio metálico, que medem aproximadamente 01 m’ de largura, por 15 m’ de comprimento e 0,60 m’ de profundidade. Estas células são como cubas metálicas com um revestimento lateral em borracha especial (ebonite).

No interior dessas cubas são depositados aproximadamente 1295 quilos de mercúrio metálico que funciona como catodo dentro de um sistema de fabricação denominado eletrolise impulsionado por uma corrente continua da ordem de 240 V e 160.000 Ampéres.

Cada célula (num total de 60 cubas), tem um abastecimento contínuo de salmoura (NaCl + H2O), que após a ação da corrente elétrica (eletrolise) dão origem a uma produção de aproximadamente 5,6 toneladas de soda/dia (NaOH) e 5,0 toneladas de cloro/dia (Cl2).

Esse tipo de processo (células a mercúrio), produz um tipo de soda mais barata, mas como o barato sai caro como já diz o ditado, este processo não foge a regra, pois provoca uma perda muito grande de mercúrio para o Meio Ambiente provocando vários problemas de ordem ambiental e por conseqüência problemas graves de saúde pública, sobretudo as de ordem ocupacional.

O mercúrio em contato com solo se mistura e se fragmenta favorecendo assim a vaporização induzindo-o ao movimento para se condensar em locais mais frios e longe do local original, uma outra parte maior infiltra-se no solo a vai atingir e contaminar o lençol freático e rios.

Vazamento de mercúrio metálico durante o processo de fabricação de soda e cloro

CONCENTRAÇÕES SANGUÍNEAS DE METAIS PESADOS
E PRAGUICIDAS ORGANOCLORADOS EM CRIANÇAS
NA BAIXADA SANTISTA

Em 1993, uma equipe de pesquisadores a saber: Eladio Santos Filho, Rebeca de Souza e Silva, Heloisa H. C. Barretto, Odete N.K. inomata, Vera R. R. Lemes, Alice M. Sakuma e Maria Anita S. realizaram um trabalho denominado “CONCENTRAÇÕES SANGUÍNEAS DE METAIS PESADOS E PRAGUICIDAS ORGANOCLORADOS EM CRIANÇAS DE 1 A 10 ANOS.

Esta pesquisa foi realizada em crianças que moravam as margens de rios da cidade de Cubatão em função dos achados da CETESB que demonstraram que os peixes estão impróprios para o consumo humano com teores de chumbo e mercúrio acima dos limites permissíveis, além de achados de contaminação por organoclorados tais como HCB, HCH e uma gama de outro POPS (Poluentes Orgânicos Persistentes).

Das 251 crianças que compuseram a amostra estudada, foi possível determinar toda a gama dos tóxicos persistentes em 96 % das amostras, bem como os elevados teores sanguíneos de mercúrio em 224 delas num teor médio 8,8 / 6,1 microgramas/litro. Muitos estudos têm mostrado haver uma relação direta e positiva entre o consumo de peixes e concentração sangüínea de mercúrio.

Recentemente o Dr. Eládio Santos Filho, foi procurado pela ACPO e alertou para o fato de ter-se parado os estudos, pois na sua concepção estas pesquisas deveriam ser retomadas bem como todas as crianças moradoras naquela região de alto risco deveriam estar sendo acompanhadas clinicamente desde aquela data.

Os efeitos tóxicos do mercúrio (Hg) sobre o organismo humano, embora já conhecidos, começaram a ser bem evidenciados em l953 1-3, quando foi identificado o 1º caso de lesão do sistema nervoso central, em moradores de vilas próximas à cidade de Minamata, Japão. Os doentes eram, em sua maioria, pescadores ou compradores de peixes capturados na baia, que abastecia esta cidade. Mais de 1300 pessoas morreram, inclusive com casos de enfermidade neurológica congênita, conhecida como "doença de Minamata" ou "mal de Minamata". Em 1956, descobriu-se que a descarga de dejetos industriais na baía de Minamata, compunha-se de um composto de Hg inorgânico, que era usado como catalisador na produção de plástico. Este composto, em sua forma metálica, é praticamente inerte e reage muito pouco com o ambiente. Quando despejado nos rios, entretanto, liga-se a átomos de carbono (processo de metilação) e entra na cadeia alimentar. Do plâncton passa aos peixes e dos peixes ao homem.

(Arquivos Brasileiros de Cardiologia - abc@nib.unicamp.br )”.

O relato segue dando conta que até os anos 80 não havia o sistema de recuperação do mercúrio metálico, ou seja, os resíduos da área de tratamento de salmoura (mistura de sal e água) e das células de mercúrio eram despejados diretamente no meio ambiente. Este tipo de operação era constante e foram tantos que se torna impraticável o cálculo da quantidade de mercúrio metálico que foi despejada no solo e no rio Cubatão.

O problema de contaminação do homem por mercúrio já é conhecido há muito tempo.

O “chapeleiro louco” abordado no filme “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carol, já apontava para os riscos da exposição ocupacional ao mercúrio metálico, fazendo uma associação entre a intoxicação ocupacional pelo mercúrio utilizado no processo de fabricação de chapéus e a sintomatologia psiquiátrica. “Mad as a hatter” (louco como um chapeleiro) é uma expressão popular da língua inglesa. Daí o eretismo, termo utilizado para designar as alterações psiquiátricas da intoxicação pelo mercúrio metálico, ser também conhecido como “doença do chapeleiro”.

(REVISTA ABP – APAL 10-11/1998 - Associação Brasileira de Psiquiatria / Associacion Psiquiátrica de la América Latina).

Pesquisas mais recentes apontam uma gama de problemas decorrente da exposição ao mercúrio metálico, sendo este apontado como um agente Interferente Hormonal

(Interferentes Hormonais - DISRUPTORS ENDOCRINE )

Durante séculos, o Hg foi ingrediente importante de numerosos medicamentos, como: diuréticos, bactericidas, anti-sépticos, laxantes e ungüentos 2,6. Os sinais de intoxicação mercurial devido a essas drogas, tornaram-se raridade, pois foram substituídos por métodos mais específicos e eficazes de tratamento. Por outro lado, os casos de intoxicação mercurial devidos à poluição ambiental têm trazido preocupação. O Hg pode ser proveniente de fontes naturais (liberação de gás da crosta terrestre, evaporação dos oceanos, queima de combustível fóssil) e artificiais (Hg produzido por mineradores e refinarias, indústria de cosméticos, de despolpamento de madeira, amálgama dentário, hospitais e medicamentos, CÉLULAS À MERCÚRIO EM FABRICAÇÃO DE SODA/CLORO, entre outros). As formas químicas do Hg que provocam alterações nos seres vivos são: Hg elementar, compostos inorgânicos (cloreto de Hg) e compostos orgânicos (metil-mercúrio). O Hg elementar é o mais volátil e a via mais importante de captação é a respiratória, sendo que 80% do vapor inalado é retido no organismo. Sofre completa absorção pelas membranas alveolares, devido às suas características de alta difusibilidade e solubilidade em lipídios 6,9. Grande quantidade do vapor inalado permanece na corrente sangüínea e atravessa as barreiras hemato-encefálica e placentária

Conclusões indicam, claramente, que a ação tóxica do Hg sobre o aparelho cardiovascular é de natureza complexa, envolvendo fatores diversos. Algumas das ações do metal, se consideradas isoladamente, até mesmo antagonizariam a redução da PA. Entretanto, os Estudos permitem-nos concluir que os efeitos tóxicos agudos do Hg sobre o aparelho cardiovascular (inotropismo negativo, efeito arritmogênico e queda da PA) são intensos e podem ser responsabilizados por óbitos de pacientes intoxicados agudamente

(Arquivos Brasileiros de Cardiologia - abc@nib.unicamp.br )”.

CUIDADOS NO LAR:

O mercúrio é um elemento químico que ocorre na natureza e pode ser encontrado em baixas concentrações no ar, na água e no solo. Conseqüentemente o mercúrio pode estar presente, em algum grau, nas plantas, animais e tecidos humanos. Quando as concentrações do mercúrio excedem os valores normalmente presentes na natureza, entretanto, surge o risco de contaminação do meio ambiente e dos seres vivos, inclusive o homem.

O mercúrio é facilmente absorvido pelas vias respiratórias quando está sob a forma de vapor ou em poeira em suspensão e também é absorvido pela pele. A ingestão ocasional do mercúrio metálico na forma líquida não é considerada grave, porém quando inalado sob a forma de vapores aquecidos é muito perigoso. A exposição aguda a altas concentrações de vapor por períodos curtos pode causar no ser humano pneumonia, dores no peito, dispnéia e tosse, gengivite e salivação. A absorção pode se dar também lentamente pela pele.

A exposição crônica ao mercúrio também afeta o organismo humano podendo resultar em tremores e vários distúrbios neuropsiquiátricos. No caso de contato do mercúrio com os olhos recomenda-se lavar com água em abundância. Havendo contato pela pele, deve-se remover as roupas contaminadas e lavar bem a área afetada com água e sabão. Em caso de ingestão não se deve induzir o vômito, buscando-se ajuda médica imediata.

Um termômetro com mercúrio que se quebre causa dois males simultâneos: 1º - O mercúrio metálico que escapa é um resíduo que contamina o meio ambiente e causa males à saúde do ser humano, devido a suas características tóxicas; 2º - O vidro partido é um resíduo perfuro-cortante, causador de ferimentos. Dispor termômetros quebrados no lixo doméstico é incorrreto. Nos estabelecimentos de sáude (hospitais, clínicas, consultórios etc) o termômetro quebrado também não deve ser disposto junto com os Resíduos de Serviços de Saúde - RSS

(APLIQUIM).

NO TRABALHO:


No trabalho deve-se evitar o máximo o contato com o produto, exigindo do empregador a proteção adequada para evitar a contaminação, EPIs nos locais onde possui altas concentrações do metal se tornam inviáveis devido seu estado vapor alcançar todos a sua volta, é imprescindível a adoção de EPCs especificamente desenhado para

cada caso. Infelizmente temos observado que a contaminação de trabalhadores, ainda é um método mais barato que o EPC.

Mercúrio em contato com os microorganismos da terra ou da água se transforma em metyl-mercúrio se tornando assim, mais perigoso pois nesta forma poderá haver absorção pela pele causando os terríveis efeitos ao sistema nervoso central, rins e fígado. As mulheres grávidas, fetos e crianças correm maior risco caso venha a sofrer o envenenamento através do metyl-mercúrio

MINAMATA,

COMO ESQUECER 1200 MORTES ?


Em 1932 na Baía de Minamata (Japão) indústrias descarregaram toneladas de mercúrio gerado como subproduto na fabricação do acetaldeído, que, através da correnteza chegaram ao mar contaminado peixes e frutos do mar.

A população, alimentado-se destes peixes, começaram a apresentar sintomas de intoxicação, dentre elas: dormência nas extremidades dos membros, perda da audição e da fala, deficiência visual e distúrbios nervosos. Com o acúmulo de mercúrio no organismo com o decorrer do tempo, as conseqüências deste veneno ficavam cada vez mais graves, como a paralisia muscular e degeneração cerebral e, em muitos casos, a morte. Mães contaminadas pelo consumo de peixes, davam a luz à crianças defeituosas.


Interferentes Hormonais

Mães que são expostas pelo consumo de peixes contaminados com mercúrio, dão a luz à crianças defeituosas.

Após 36 anos passados do início da contaminação, o governo japonês reconheceu oficialmente que o mercúrio era o responsável pelo envenenamento.

Esta catástrofe, conhecida como o Mal de Minamata, levou ao governo do Japão, em 1973, a proibir o consumo de peixes provenientes de Minamata, e a investir milhões de dólares em pesquisas de como descontaminar as áreas afetadas e dos efeitos do envenenamento.

Tragédias como esta, apesar de menor escala, ainda ocorrem nos dias atuais, devido aos métodos de extração de ouro, falta de orientação aos garimpeiros e resíduos industriais que contém este metal.

( http://riosul.sao.zaz.com.br/html/h-polu.htm )

Termina-se o relato com uma notícia boa e algumas ruins: Hoje março de 2001, acumulando um trabalho de 40 anos de descontaminação, a baía de Minamata foi liberada após três anos consecutivos de minuciosas e rigorosas análises indicando a recuperação da Baía.

Então fica a lição e a pergunta: Quantos anos de trabalho de descontaminação de mercúrio e POPs foram empreendidos nos rios da Baixada Santista, sobretudo os rios da cidade de Cubatão? Quantos casos de saúde relacionados ao mercúrio e aos POPs foram registrados na Baixada Santista, sobretudo nas pessoas vizinhos aos rios contaminados de Cubatão? Você tem como responder a estas perguntas? Aonde anda as políticas de saúde pública do nosso País, será que o lobby dos grandes conglomerados multinacionais forma capazes de traumatizar e após engessar todos os escalões do poder executivo do nosso País?

ACPO

Existem mais segredos entre o mercúrio e a Baixada Santista do que pode imaginar a nossa vã filosofia

 

 

 

 



 

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